segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Resenha sobre o texto: Relações entre Literatura Comparada e Tradução Literária: Algumas Considerações

Professora do Curso de Letras, Tradutor/Intérprete, além de Mestre e Doutoranda em Letras(USP), Alzira L. V. Allegro vem tratar no texto as relações entre Literatura Comparada e tradução literária.
É possível perceber a variedade de definições, enfoques e campos de pesquisa que tais termos fornecem. De forma que um, mostra caminhar lado a lado com o outro.
A tradução, funciona como inspiração para a Literatura Comparada, dándo-lhe inúmeras possibilidades de pesquisa e trabalho seja na comparação de obras, textos em diferentes contextos ou épocas, ligando-a à histórias culturais e ajudando no entendimento de algo ou do outro que nos é diferente.
Ao compararmos literaturas ou culturas diferentes, fazemos uma constante análise de textos, de forma a continuarmos algo ou tema já existentes anteriormente. Uma retomada, que permite esta comparação e produção do novo. Novo que se faz também pelos estudos e relações com outras áreas seja com as artes arquitetura, pintura, história, religiões, permitindo não só analisar uma literatura com outra, mas com outras formas de expressões.
Devido a esta variedade de campos e métodos de comparações é que se faz difícil uma definição para a Literatura Comparada. Atualmente, um exemplo de variação se compararmos a um modelo antigo, está no fato de que populações silenciadas e até mesmo marginalizadas, vêm mostrando a importância de suas histórias e cultura relevantes à comparações.
Conclui-se que por se comparar, se chega à invenção e à descoberta. Ligando o passado ao presente, dialogando, observando, interagindo com os mais diversos estudos literários. Percebo a força que tais conhecimentos e descobertas vêm adquirindo com o passar dos tempos, e a importância de se continuar as pesquisas e inquietações nesta tão importante disciplina:Literatura Comparada.

Análise do texto Medéia com notícia atual e semelhante

Comparando o texto de Medéia com notícias atuais de pessoas que matam por ciúmes, percebo que os princípios que levam à prática desta ação nos dois contextos são os mesmos: um amor doentío, que não mede limites para ações vingativas, a fim de castigar o outro a quem tanto se amava.
Na análise de Medéia, vejo uma pessoa que motivada pelo ciúme, mesmo tendo chance de começar vida nova com seus filhos, em outra nação, com outro homem, prefere armar todo um plano malígno, tendo como fim uma tragédia anunciada. Esta, oferece uma coroa como presente à suposta amante e futura esposa, envenenando-a e matando tanto a ela quanto ao pai. Seu homem não podería mais ter filhos com esta, que agora estava morta. Não bastando tamanho crime, Medéia planeja e realiza por fim, o ato de matar aos dois filhos, deixando o pai desconsolado e não permitindo que este siquer pudesse ver, tocar, ou velar os seus. Como forma de vingança, pratíca um crime jamáis imaginado por uma mãe que, pela lógica, sentindo as dores de um parto, quer tudo de bom, toda a vida e felicidade para seus filhos.
A notícia atual da mãe que mata a facadas duas crianças, depois de brigar com o marido por ciúmes, mostra a que ponto nossa sociedade chegou e quão dura é a realidade vivida em tempos atuais. O amor se torna um sentimento distorcido, que não nos permite imaginar o que se passa na mente de quem diz amar.
Sinto uma dor no peito e na alma ao ver gente de nossa raça, julgados racionais, agindo como monstros sem sentimentos, não podendo se comparar sequer a animais. Viver, torna-se uma luta constante; morrer, algo aceito quase como que normal diante de tantos crimes e violência; matar se mostra algo fácil para aqueles, que parecem estar dominados por um imenso vazio, em que a vida, parecendo perder o sentido para eles, pode ser tirada de outro por simples vontade ou decisão.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Comentario do blog de Generosa e do texto sobre Literatura Comparda

Através do texto apresentado, pude fazer um estudo detalhado sobre toda evolução da literatura comparada, conhecendo pessoas importantes e que se destacaram pela contribuição oferecida à sociedade e em especial à literatura.
Acontecimentos passados em um contexto, que envolve o berço da literatura comparada (Europa), os Estados Unidos e a América Latina desde o séc. XIX até os dias atuais.
Percebe-se que não há uma definição para este termo. E que desde seu nascimento em abiente europeu, esta, vem ganhando novas fontes de pesquisa e mudando aquele modelo tradicionalista europeu de superioridade da literatura em relação a outros países.
Creio, assim como o texto em alguns momentos vem mostrar, que o texto literário não possui apenas uma voz, ou seja, tudo o que construímos literariamente, não o fazemos sozinhos, mas somos influenciados por alguém, seja por uma idéia semelhante, ou qualquer outro fator que nos leva a fazer referência sobre algo ou alguém.
Atualmente, a literatura comparada vem se relacionando com outras artes; seja a pintura, a filosofia, ou história;tornando possível também o estudo comparativo entre autores de mesma nacionalidade, não necessariamente européia, sendo que o início deste fato, se deu na América Latina que tratou de questões relativas à identidade nacional, tendo grande destaque nesta época e cenário, o brasileiro Antônio Cândido.
Com o passar de todos estes anos é possível constatar que a evolução da literatura segue mudando de acordo com que novas fontes literárias vão surgindo. E assim, criando um vínculo entre literatura e outras artes vemos as inúmeras possibilidades de expressões, estudos, comparações que a literatura nos permite fazer.
Harold Bloom quiz desmitificar o termo: um poeta ajuda a formar outro poeta. Acredito que com esta humildade podemos construir uma sociedade melhor através de estudos e comparações a "grandes pessoas" que fizeram história espelhando-se em outras "grandes pessoas".
Tudo isso pude perceber, ao aprofundar um pouco mais nesta tão interessante disciplina que é a LITERATURA COMPARADA.

Manchete atual revelando fim trágico como no livro (Medéia)

25/10/2009







Reviravolta no crime de Ouro Preto, Região Central do Estado, onde duas crianças foram mortas a facadas na manhã deste domingo (25). A princípio, o pai, o vigilante Adaílton Carlos Bastista, 28 anos, era o principal suspeito do duplo homicídio. Ele também era acusado de esfaquear a mãe das crianças.



Agora, a polícia acredita que um suposto caso extra-conjugal do marido teria levado a doméstica Anna Cristina Ponciano Gomes Batista, 30 anos, a matar com múltiplas facadas no pescoço os dois filhos - Ana Beatriz Ponciano Batista, 9 anos, e Amaury Bernardo Ponciado Batista, 8 -, e posteriormente tentar suicídio.



Segundo informações da polícia civil, não há indícios que o pai das crianças tenha participado dos assassinatos e a presença de uma carta suicida, na qual a mãe declara “que a facada as vezes vem de quem menos a gente espera”, seria indicativo da participação da mãe no crime, que ocorreu por volta das 6 horas, no Bairro São Cristóvão.



Conforme o delegado responsável pelo caso, Ricardo Reis Neto, a primeira suspeita da polícia foi de que o pai tivesse matado as crianças e tentado matar a mãe, mas Ana Cristina se tornou a principal suspeita após a análise pericial. O pai chegou a ser levado para a delegacia e prestou depoimento, mas sua prisão em flagrante foi descartada.



Segundo o delegado, a perícia não constatou nenhum indício que comprovasse a participação de Adailton - suas roupas não tinham vestígios de sangue e não havia nenhum sinal dentro da casa de que tivesse lavado as mãos ou roupas para limpar marcas do crime.



Conforme o delegado, a mãe se tornou suspeita porque a perícia verificou que embora tivesse 21 facadas pelo corpo, todas estavam concentradas na região do tórax e eram superficiais.



Também não foi encontrado no corpo de Ana Cristina sinais de defesa, como os verificados nos corpos das crianças. Na carta suicida que ela teria deixado haviam acusações à família do marido e pedido de desculpas à mãe. Ana Cristina passou por uma cirurgia na manhã deste domingo (25) e deverá ser ouvida logo após ser liberada pelos médicos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CALDERÓN DE LA BARCA


LA VIDA ES SUEÑO 


Es verdad, pues: reprimamos
esta fiera condición,
esta furia, esta ambición,
por si alguna vez soñamos.
Y sí haremos, pues estamos
en mundo tan singular,
que el vivir sólo es soñar;
y la experiencia me enseña,
que el hombre que vive, sueña
lo que es, hasta despertar.
Sueña el rey que es rey, y vive
con este engaño mandando,
disponiendo y gobernando;
y este aplauso, que recibe
prestado, en el viento escribe
y en cenizas le convierte
la muerte (¡desdicha fuerte!):
¡que hay quien intente reinar
viendo que ha de despertar
en el sueño de la muerte!
Sueña el rico en su riqueza,
que más cuidados le ofrece;
sueña el pobre que padece
su miseria y su pobreza;
sueña el que a medrar empieza,
sueña el que afana y pretende,
sueña el que agravia y ofende,
y en el mundo, en conclusión,
todos sueñan lo que son,
aunque ninguno lo entiende.
Yo sueño que estoy aquí,
destas prisiones cargado;
y soñé que en otro estado
más lisonjero me vi.
¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño;
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son.



 
CALDERÓN DE LA BARCA

EL AUTOR Y SU OBRA


  • Calderón de la Barca (1600-1681) es el principal dramaturgo español del Barroco, la última figura importante del siglo de oro de la literatura española.

  • Sus obras fundamentales (La vida es sueño, El alcalde de Zalamea, La dama duende, El gran teatro del mundo.

  • La juventud de Calderón coincide con el reinado de Felipe III, muerto en 1621, pero su madurez creativa se desarrolla durante los reinados de Felipe IV y Carlos II.

  • La muerte prematura de su madre en 1610 y de su padre en 1615, hacen que Calderón crezca profundamente influido por la complicidad familiar de sus hermanos Diego y José y , por su fundamental estancia en el Colegio Imperial de los Jesuitas (1608-1613) y, posteriormente, en las Universidades de Alcalá y de Salamanca, en la que permanece hasta 1615. Fue soldado en la juventud y sacerdote en la vejez, lo que era bastante habitual en la España de su tiempo.

  • Calderón participa como coracero en la guerra con Cataluña hasta 1642
 ve morir en la misma, en 1645, a su hermano José, prestigioso militar. También morirá su hermano Diego dos años después.

  • Calderón de la Barca sintetiza el magnífico pero también contradictorio siglo XVII, el más complicado de la historia española. Testigo de tres reinados (el de Felipe III, el de Felipe IV y el de Carlos II) vivió la Europa del pacifismo, la Europa de la Guerra de los Treinta Años y la del nuevo orden internacional, simultáneo al lento declinar de la monarquía.

  • Dramático universal,tiene amplio repertorio teatral. Su obra es síntesis emblemática de la gran cultura del Siglo de Oro español.

  • La obra de Calderón es la culminación barroca —en verso, concepto, escenografía…— de la comedia nueva, creada por Lope de Vega y continuada por multitud de dramaturgos como espectáculo por excelencia, que llena todo un siglo. (Siglo de Oro de las letras y las artes que fue también el siglo de barro y de crisis que habría de definir después Ortega y Gasset como el del aislamiento o tibetanización de Espana).

  • En mayo de 1681, cuando está acabando de componer los autos destinados al Corpus de ese año, Calderón muere.


  • Calderón es el dramaturgo por excelencia del barroco español. El sentido teológico y metafísico de su tiempo informa todas sus obras, donde aúna la fe y la razón, y, sin embargo, su debate entre deseos y terrores que el verbo intenta vanamente comprender remite al presente.


Referência:



retirado do site:http://cvc.cervantes.es



terça-feira, 2 de agosto de 2011

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