25/10/2009
Reviravolta no crime de Ouro Preto, Região Central do Estado, onde duas crianças foram mortas a facadas na manhã deste domingo (25). A princípio, o pai, o vigilante Adaílton Carlos Bastista, 28 anos, era o principal suspeito do duplo homicídio. Ele também era acusado de esfaquear a mãe das crianças.
Agora, a polícia acredita que um suposto caso extra-conjugal do marido teria levado a doméstica Anna Cristina Ponciano Gomes Batista, 30 anos, a matar com múltiplas facadas no pescoço os dois filhos - Ana Beatriz Ponciano Batista, 9 anos, e Amaury Bernardo Ponciado Batista, 8 -, e posteriormente tentar suicídio.
Segundo informações da polícia civil, não há indícios que o pai das crianças tenha participado dos assassinatos e a presença de uma carta suicida, na qual a mãe declara “que a facada as vezes vem de quem menos a gente espera”, seria indicativo da participação da mãe no crime, que ocorreu por volta das 6 horas, no Bairro São Cristóvão.
Conforme o delegado responsável pelo caso, Ricardo Reis Neto, a primeira suspeita da polícia foi de que o pai tivesse matado as crianças e tentado matar a mãe, mas Ana Cristina se tornou a principal suspeita após a análise pericial. O pai chegou a ser levado para a delegacia e prestou depoimento, mas sua prisão em flagrante foi descartada.
Segundo o delegado, a perícia não constatou nenhum indício que comprovasse a participação de Adailton - suas roupas não tinham vestígios de sangue e não havia nenhum sinal dentro da casa de que tivesse lavado as mãos ou roupas para limpar marcas do crime.
Conforme o delegado, a mãe se tornou suspeita porque a perícia verificou que embora tivesse 21 facadas pelo corpo, todas estavam concentradas na região do tórax e eram superficiais.
Também não foi encontrado no corpo de Ana Cristina sinais de defesa, como os verificados nos corpos das crianças. Na carta suicida que ela teria deixado haviam acusações à família do marido e pedido de desculpas à mãe. Ana Cristina passou por uma cirurgia na manhã deste domingo (25) e deverá ser ouvida logo após ser liberada pelos médicos.
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