Professora do Curso de Letras, Tradutor/Intérprete, além de Mestre e Doutoranda em Letras(USP), Alzira L. V. Allegro vem tratar no texto as relações entre Literatura Comparada e tradução literária.
É possível perceber a variedade de definições, enfoques e campos de pesquisa que tais termos fornecem. De forma que um, mostra caminhar lado a lado com o outro.
A tradução, funciona como inspiração para a Literatura Comparada, dándo-lhe inúmeras possibilidades de pesquisa e trabalho seja na comparação de obras, textos em diferentes contextos ou épocas, ligando-a à histórias culturais e ajudando no entendimento de algo ou do outro que nos é diferente.
Ao compararmos literaturas ou culturas diferentes, fazemos uma constante análise de textos, de forma a continuarmos algo ou tema já existentes anteriormente. Uma retomada, que permite esta comparação e produção do novo. Novo que se faz também pelos estudos e relações com outras áreas seja com as artes arquitetura, pintura, história, religiões, permitindo não só analisar uma literatura com outra, mas com outras formas de expressões.
Devido a esta variedade de campos e métodos de comparações é que se faz difícil uma definição para a Literatura Comparada. Atualmente, um exemplo de variação se compararmos a um modelo antigo, está no fato de que populações silenciadas e até mesmo marginalizadas, vêm mostrando a importância de suas histórias e cultura relevantes à comparações.
Conclui-se que por se comparar, se chega à invenção e à descoberta. Ligando o passado ao presente, dialogando, observando, interagindo com os mais diversos estudos literários. Percebo a força que tais conhecimentos e descobertas vêm adquirindo com o passar dos tempos, e a importância de se continuar as pesquisas e inquietações nesta tão importante disciplina:Literatura Comparada.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Análise do texto Medéia com notícia atual e semelhante
Comparando o texto de Medéia com notícias atuais de pessoas que matam por ciúmes, percebo que os princípios que levam à prática desta ação nos dois contextos são os mesmos: um amor doentío, que não mede limites para ações vingativas, a fim de castigar o outro a quem tanto se amava.
Na análise de Medéia, vejo uma pessoa que motivada pelo ciúme, mesmo tendo chance de começar vida nova com seus filhos, em outra nação, com outro homem, prefere armar todo um plano malígno, tendo como fim uma tragédia anunciada. Esta, oferece uma coroa como presente à suposta amante e futura esposa, envenenando-a e matando tanto a ela quanto ao pai. Seu homem não podería mais ter filhos com esta, que agora estava morta. Não bastando tamanho crime, Medéia planeja e realiza por fim, o ato de matar aos dois filhos, deixando o pai desconsolado e não permitindo que este siquer pudesse ver, tocar, ou velar os seus. Como forma de vingança, pratíca um crime jamáis imaginado por uma mãe que, pela lógica, sentindo as dores de um parto, quer tudo de bom, toda a vida e felicidade para seus filhos.
A notícia atual da mãe que mata a facadas duas crianças, depois de brigar com o marido por ciúmes, mostra a que ponto nossa sociedade chegou e quão dura é a realidade vivida em tempos atuais. O amor se torna um sentimento distorcido, que não nos permite imaginar o que se passa na mente de quem diz amar.
Sinto uma dor no peito e na alma ao ver gente de nossa raça, julgados racionais, agindo como monstros sem sentimentos, não podendo se comparar sequer a animais. Viver, torna-se uma luta constante; morrer, algo aceito quase como que normal diante de tantos crimes e violência; matar se mostra algo fácil para aqueles, que parecem estar dominados por um imenso vazio, em que a vida, parecendo perder o sentido para eles, pode ser tirada de outro por simples vontade ou decisão.
Na análise de Medéia, vejo uma pessoa que motivada pelo ciúme, mesmo tendo chance de começar vida nova com seus filhos, em outra nação, com outro homem, prefere armar todo um plano malígno, tendo como fim uma tragédia anunciada. Esta, oferece uma coroa como presente à suposta amante e futura esposa, envenenando-a e matando tanto a ela quanto ao pai. Seu homem não podería mais ter filhos com esta, que agora estava morta. Não bastando tamanho crime, Medéia planeja e realiza por fim, o ato de matar aos dois filhos, deixando o pai desconsolado e não permitindo que este siquer pudesse ver, tocar, ou velar os seus. Como forma de vingança, pratíca um crime jamáis imaginado por uma mãe que, pela lógica, sentindo as dores de um parto, quer tudo de bom, toda a vida e felicidade para seus filhos.
A notícia atual da mãe que mata a facadas duas crianças, depois de brigar com o marido por ciúmes, mostra a que ponto nossa sociedade chegou e quão dura é a realidade vivida em tempos atuais. O amor se torna um sentimento distorcido, que não nos permite imaginar o que se passa na mente de quem diz amar.
Sinto uma dor no peito e na alma ao ver gente de nossa raça, julgados racionais, agindo como monstros sem sentimentos, não podendo se comparar sequer a animais. Viver, torna-se uma luta constante; morrer, algo aceito quase como que normal diante de tantos crimes e violência; matar se mostra algo fácil para aqueles, que parecem estar dominados por um imenso vazio, em que a vida, parecendo perder o sentido para eles, pode ser tirada de outro por simples vontade ou decisão.
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